CONVOCATÓRIA

A Associação Maranhense de Arte-Educadores do Maranhão – AMAE, convoca todos os associados, profissionais da arte e do ensino de Arte ainda não associados e estudantes das licenciaturas em Artes (Artes Visuais, Música, Teatro) a participarem da Assembleia Geral da AMAE,  com a seguinte pauta:

1 – Informes;

2 – Apresentação de propostas – projetos, a serem executados pela AMAE / associados – formar grupo de proponentes para os diversos projetos;

3 – Constituição de G.T –  Grupo de Trabalho para reformulação do Estatuto da AMAE;

4 –  Seminário Estadual de Arte;

5 – ENREFAEB – Encontro Regional da FAEB – 2019, em São Luis;

6 –  Outros assuntos.

Data: 16/03/2019    –   Horário: 14:00 h.

Local: Auditório da Unidade Vocacional –IEMA, rua Portugal – Praia Grande – São Luis – MA

  • na oportunidade, haverá a Mesa de Debate: ” O Lugar da Arte na BNCC”
  • inscrição  ONLINE :

Link para inscrição na mesa de debate:
https://forms.office.com/Pages/ResponsePage.aspx?id=DQSIkWdsW0yxEjajBLZtrQAAAAAAAAAAAAZ__vIPs15UNjM1VDYxQjhKVVkxUzBOTUI5Wjc4QTlQSy4u

Atenciosamente,

Edilson da Silva Brito

Presidente da AMAE – gestão 2018-2020.

 

São Luis – MA,  10 de março de 2019

 

 

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CONVOCATÓRIA – ASSEMBLEIA GERAL

A Associação Maranhense de Arte-Educadores – AMAE, convoca todos os associado e não associados: arte-educadores e graduandos das licenciaturas em Artes Visuais, Música e Teatro a participarem da Assembleia para posse da nova diretoria e aclamação do novo CONSELHO FISCAL da AMAE.

Pautas:

1- Prestação de contas
2 – Posse da nova direroria
3- Aclamação de conselho fiscal
4 – outros.

Data: 20/09/2018
Horário: 18h30 às 21h30
Local: Sala de Multimídia do Centro de Criatividade Odylo Costa Filho.

Atenciosamente,

Comissão Eleitoral da AMAE

NOTA DE PESAR

A AMAE em nome de todos os arte/educadores do Maranhão, sente profundo pesar pela incalculável perda que nos abateu no dia 2 de setembro, transformando em cinzas parte de nossa história que estava resguardada no Museu de História Natural do Rio de Janeiro.

Nós, professores de Arte, que trabalhamos com a manutenção e o fomento dos nossos bens culturais, nos sentimos de luto, por mais uma vez, perdemos tanto por falta de políticas públicas voltadas para preservação de nosso patrimônio.

Perda irreparável.

CARTA ABERTA – TRAJETÓRIA DIRETORIA AMAE (2016/2017)

tarjaa

São Luís, 28 de agosto de 2018

Caros associados e não associados da AMAE: profissionais e graduandos da Área Arte:

Motivados por indagações de colegas de profissão que solicitaram recentemente mais informações sobre várias questões relacionadas a esta Associação, resolvemos fazer uma carta aberta para responder tais perguntas, tendo em vista que sempre estivemos abertos ao diálogo. Assim, buscamos também relatar, resumidamente a trajetória da AMAE, do período de agosto de 2016 até a presente data, fazendo assim, um relatório das nossas lutas à frente da diretoria.

A Associação Maranhense de Arte Educadores foi fundada no ano de 2003, e realizou o I Encontro de Arte Educadores do Maranhão, na ocasião, tendo como presidente a professora Cláudia Matos e uma diretoria composta por outros colegas sócios-fundadores. Após dois mandatos, sem o contínuo engajamento da classe, a então presidente, não tendo condições de seguir sozinha, se afastou da presidência, ficando, dessa forma, a entidade, inativa por muitos anos.

No final de 2015 e início de 2016, novamente houve a necessidade de ter uma representatividade de professores de Arte do Maranhão, e isso uniu colegas de profissão com o mesmo interesse. Entre as possibilidades de criar uma nova associação e reativar a que já possuía uma história de lutas, optou-se pela segunda opção. Foi assim que decidimos adentrar na incerteza entre pegar uma associação há anos parada, ou deixá-la sucumbir com toda a sua história.

Na assembleia de eleição do dia 24 de agosto de 2016, ocorrida no CEM Liceu Maranhense, em razão da ausência de outras chapas concorrentes, houve a aclamação da chapa única, com os seguintes nomes: Alessandra Teixeira (presidente), Monica Rodrigues de Farias (vice-presidente), Edilson Brito (1º secretário), Adriana Tobias Silva (2ª secretária), Sílvio César Silva Sodré (tesoureiro), Darcyléia Sousa (2ª tesoureira) e como Conselheiras(os)-suplentes os seguintes nomes:  Prycilla Santos de Carvalho, Abel Lopes Pereira, Suzana Melo, Ellen Lucy Moreira Viana e Elma Vilma S. Ferreira.  Com o passar do tempo, houve bastante ausência de membros da diretoria nas atividades da referida associação, o que deixou a demanda maior para um grupo menor.

Encontramos a AMAE com problemas de dívidas com a União, Estado e Município, com CNPJ desatualizado, impossibilidade de acessar a conta corrente do Banco do Brasil (pois havia necessidade de termos e documentação atualizada) e, para isso a diretoria fez empréstimos pessoais de valores para a AMAE, por não haver outra forma de conseguir realizar o valor para a legalização dos documentos mencionados, problemas esses que somente agora em agosto, foram solucionados.

Quanto à atuação da AMAE, por meio desta diretoria,  contestamos vários editais de concursos públicos com problemas (que não contemplavam todos os profissionais de Arte – das diversas linguagens); realizamos também Manifesto pela Arte sem Censura; realizamos ações de difusão de pesquisas em Arte/Educação “Diálogos” na galeria Trapiche; apoio a colegas em ações de denúncias; representação em eventos acadêmicos, artísticos e políticos (contra o projeto nacional “Escola Sem Partido”); representação do Estado do Maranhão nas CONFAEB’s; acompanhamento atento e intervenções  nas discussões sobre a nova BNCC, que visa regulamentar a reforma da Educação Básica.

Nesse sentido, os membros da AMAE, sempre na defesa do profissional de Arte, vêm constantemente se apresentando em eventos relacionados a educação, questionando mudanças que atingem negativamente a Arte-Educação. A atual diretoria buscou o apoio e parceria da FAEB, onde fomos co-autores na redação da última carta FAEB divulgada no site, que respalda a necessidade da permanência da Arte na Educação Básica.  Contudo, houve dificuldades, principalmente quanto ao tempo, fator vivenciado por todos e todas, impedindo-nos de sistematizar as informações e postar no nosso website, no Facebook e no grupo de WhatsApp entre outros meios de informação/comunicação, e, como foram essas supostas “falhas” o foco das observações levantadas, é o que prontamente respondemos agora.

Antes de finalizar o mandato, estaremos fazendo postagens de documentos importantes da AMAE, de forma a torná-los públicos. Infelizmente, por falta de pessoal e financeiro, não foram publicados em tempo hábil, porém, nas assembleias esses informes e documentos foram sempre disponibilizados e apresentados aos presentes.

Na oportunidade informamos que nosso estatuto ainda é o da criação da primeira diretoria, sendo necessário uma revisão e atualização. Dessa forma, pautado no Estatuto vigente, sempre buscamos agir de acordo com suas orientações, e portanto, não existe nenhum artigo ou norma, no referido documento que nos obrigue a publicar tudo no site (existe a obrigatoriedade da ata), sobre o quórum de participantes da assembleia ou sobre a pauta das chapas definidas naquele momento. Então, na última assembleia realizada, aceitamos entre os presentes que as duas chapas se organizassem junto aos seus pares, bem como a composição das mesmas para, posteriormente, apresentarem as propostas, junto aos professores e graduandos da Arte, por meio das redes sociais.

Portanto, no sentido de garantir a continuidade da legalização da Associação em questão, acreditamos estar contribuindo para a garantia do processo democrático no que se refere à participação de todos e todas, quando são convocados a participarem das assembleias.

Sobre a participação de professores – profissional ou estudante de Licenciaturas de Arte (sócios) que residem ou atuam em outras cidades do Maranhão na eleição, o estatuto não proíbe, podendo votar e ser votado – presencialmente, basta estar em dias com a anuidade obrigatória, conforme o estatuto mencionado.

Informamos que não existe suporte técnico para uma eleição a distância, ainda. Lembrando que nem a FAEB – que é nossa federação, realiza eleição a distância. Precisamos nessa ocasião, estar quites com a anuidade e “presentes” no local que sedia o evento, independente da origem regional do representante. Por estas razões, apresentamos um valor menor para pagamento de anuidade, visando maior número de participação na eleição e atuação mais efetiva no próximo mandato da associação.

Sobre a data da Assembleia eleitoral, novamente marcamos para o dia 24 de agosto, justamente para não ir de encontro com nosso Estatuto, pois o nosso mandato finalizou dia 24 de agosto 2018. Assim, antes da divulgação em rede de uma data definida para eleição, resolvemos transferir para o dia 4 de setembro, por não haver auditório disponível no CCH UFMA para essa data. A escolha do local, se deu, pelo fato de ser um espaço ideal para realização do pleito, por aproximar essa instituição, professores e alunos de Arte, para a participação mais expressiva. Justificaremos essa mudança de data e os motivos na própria assembleia da eleição, dia 04 de setembro, com registro em ata, como deve ser feito.

Reiteramos que, somos sabedores de que muito ficou a ser feito ainda, e para que a continuidade do trabalho seja garantida, temos duas chapas concorrendo que possuem propostas de avanço nesse sentido e que estarão em breve sendo divulgadas. Também, no dia da eleição, uma assembleia será realizada no início da manhã, onde os candidatos falarão pessoalmente sobre suas propostas e também deixarão expostas em material de divulgação para a análise de todos. Um plantão tira-dúvidas também estará à disposição, caso o associado necessite.

Ficamos felizes com a grande quantidade de colegas que têm nos procurado para entender mais sobre Nossa Associação, bem como, sobre os direitos e deveres dos associados. Estimamos que estas participações sejam constantes, pois como diz o ditado “uma andorinha só não faz verão”. Dessa forma, desejamos que tudo transcorra com tranquilidade e respeito entre os candidatos, e que no final haja a continuidade da AMAE, uma associação mais forte e com apoio da classe de arte educadores de nosso estado, em todo tempo.

Atenciosamente,

Diretoria da Associação Maranhense de Arte Educadores (2016/2018)

 

AMAE – ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA

Prezadas (os)

Convocamos profissionais e graduandos de teatro, dança, artes visuais e música para participarem desse momento de eleição da nova diretoria da AMAE, que ocorrerá no dia 04 de setembro, de 8h às 17h.

Estaremos à disposição para aqueles que quiserem fazer o pagamento da anuidade e realização de novas associações, que, até o dia da eleição, estará em valor promocional. Com esse abatimento no valor da anuidade, objetivamos agregar mais colegas da área para unirmos forças diante de momentos tão turbulentos, no campo da arte/educação. Portanto, caros colegas, contamos com vossas participações!

Teremos duas chapas concorrendo nesta eleição, em breve, os responsáveis por tais chapas, divulgarão seus nomes e propostas.

Atenciosamente,

Diretoria da  AMAE -2016/2018

Quando? 04 de setembro de 2018

Onde? Auditório Mário Meireles, CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS – UFMA.

Pré-requisito pra votação: anuidade de 2018 atualizada.

VALOR PROMOCIONAL ATÉ DIA 04/09/2018
Profissional: R$50,00
Estudante: R$ 10,00 (comprovar mediante declaração de vínculo institucional ou carteira de estudante)

  • Banco do Brasil
  • Agência: 0020-5
  • Conta corrente: 25672-2
  • A M ARTE EDUCADORES

O comprovante de deposito deve ser encaminhado para o e-mail: arte.educadores.ma@hotmail.com – assunto PAGAMENTO DE ANUIDADE. Corpo do e-mail com seu nome completo e CPF para emissão de seu recibo.

OBS: Assim que recebermos a comprovação de depósito daqueles que ainda não são associados, enviaremos ficha para cadastro em breve.

 

CONVITE: 4ª FEIRA DE DESENHISTAS, São Luís – MA

A Associação Maranhense de Arte/Educadores reforça o convite enviado pelos organizadores da 4ª edição da Feira de Desenhistas às comunidades escolares das redes municipal e estadual, entendendo que a participação  no evento será de grande aprendizado, tanto para o corpo discente quanto para o corpo docente,  além  de valorizar artistas locais nesse momento de troca por ocasião dos trabalhos  que serão  expostos. Abaixo,  segue abaixo convite com melhores detalhes.

Gostaríamos de convidá-los para a 4ª edição da Feira de Desenhistas, que será realizada no dia 11 de agosto (sábado), no Centro de Convenções do Sebrae (Cohafuma), das 10h às 20h.

Nosso evento reúne profissionais e entusiastas que tem na ilustração seu principal alicerce como produção artística. Nosso objetivo é proporcionar a troca de experiências, contribuir para o fortalecimento e promoção de nossos trabalhos e, claro, contribuir para a valorização de nossa arte. Assim, a Feira abre espaço para que os artistas possam expor e negociar seus serviços e trabalho autoral e tudo o mais que apresentar o desenho como destaque no seu trabalho.

Para esta edição contaremos com a participação de 50 expositores, em diferentes técnicas. Contamos ainda com a parceria do Sebrae-MA na co-realização do evento, como parte de seu Projeto de Economia Criativa. Fazemos esse convite às secretarias SEMED e SEDUC  porque entendemos que o evento apresenta algumas oportunidades:  como por exemplo visitas guiadas para os alunos e ainda uma oportunidade de conhecerem parte do atual fazer artístico local, e quem sabe, a possibilidade de comporem atividades extra curriculares.

Atenciosamente
À Organização.

Proposições da FAEB para implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC – Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio) referente ao componente curricular ARTE na Educação Básica

* Carta da FAEB enviada ao Conselho Nacional de Educação/CNE, com cópia para Secretarias Estaduais e Municipais de Educação, Conselhos Estaduais e Municipais de Educação, Comissão de Educação da Câmara Federal e Comissão de Educação do Senado Federal


A Federação de Arte-Educadores do Brasil (FAEB), com sua Rede de Representantes Estaduais e suas Associações Regionais, reconhece a relevância da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) em consonância a política nacional de educação, que este egrégio Conselho (CNE) vem discutindo, formulando e avaliando há algumas décadas.

Atenta aos desafios que o processo de implementação da BNCC está gerando no território nacional, a FAEB coloca-se à disposição da comunidade educacional brasileira, notadamente junto aos Conselhos Nacional, Estaduais e Municipais de Educação e às Secretarias de Educação, para propor reflexões e ações fundamentadas na legislação educacional, com o objetivo de contribuir para a qualificação desse processo.
Destacamos, inicialmente, alguns excertos da legislação educacional referente ao componente curricular Arte:

O Artigo 26 da LDBEN 9.394/96 determina que:

§ 2º. O ensino da arte, especialmente em suas expressões regionais, constituirá componente curricular obrigatório da educação básica. (Redação dada pela Lei n. 13.415/2017). (Grifo nosso)

§ 6º. As artes visuais, a dança, a música e o teatro são as linguagens que constituirão o componente curricular de que trata o § 2º deste artigo. (Redação dada pela Lei n. 13.278/2016). (Grifo nosso)

Ainda, a Lei 13.278/16 determina que:
Art. 2º. O prazo para que os sistemas de ensino implantem as mudanças decorrentes desta Lei, incluída a necessária e adequada formação dos respectivos professores em número suficiente para atuar na educação básica, é de cinco anos. (Grifo nosso)

Isto posto, tecemos algumas ponderações e observações:

A Lei assume a legitimidade da especificidade de cada uma das quatro linguagens artísticas do componente Arte, opondo-se explicitamente à superada polivalência, própria da época da Lei 5.692/71. Ao indicar a necessidade da adequada formação, o termo “respectivo” tem o sentido de “específico, atinente, competente”. Em outras palavras, a formação inicial do professor de Arte – que no Brasil se dá por cursos de licenciatura (Cf. Resolução nº 2, de 1º de julho de 2015) – deverá ser em uma licenciatura específica.

Assim, é lícito (legal) que cada uma das quatro linguagens do componente Arte seja ministrada pelo respectivo profissional, podendo ser o licenciado em Artes Visuais, o licenciado em Dança, o licenciado em Música e o licenciado em Teatro. Isso é compreendido a priori da legislação, considerando que cada licenciatura permite a formação em apenas uma das linguagens – já que os cursos polivalentes em Educação Artística foram extintos a partir da LDBEN 9.394/96. Além da formação inicial, é indispensável que esse professor busque a educação continuada, visando à qualificação de sua prática docente na linguagem específica.

A BNCC corrobora essas especificidades ao estabelecer como competência geral da educação básica o conhecimento e a utilização das linguagens artísticas, mencionando a visual, a sonora, a corporal, entre outras. Desse modo, entende-se que os concursos públicos para as carreiras do magistério na Educação Básica devem ser pautados pela Lei, considerando prioritariamente os licenciados em Arte/Artes Visuais (Resolução CNE/CES nº 1/2009), Arte/Dança (Resolução CNE/CES nº 3/2004), Arte/Música (Resolução CNE/CES nº 2/2004) e Arte/Teatro (Resolução CNE/CES nº 4/2004), de modo que esses se tornem efetivamente os agentes do ensino da Arte nas escolas, sem detrimento da necessária interação com outras áreas do conhecimento.

Ressaltamos que os licenciados de cursos extintos e/ou com antigas denominações – Educação Artística/Artes Plásticas, Educação Artística/Artes Cênicas, Educação Artística/Desenho e Educação Artística/Música – devem ter seus direitos garantidos em caso de aprovação em concursos. Embora os concursos devam ser pautados pelas denominações atuais, deve-se observar as equivalências de formação, como segue: Educação Artística/Artes Visuais e Educação Artística/Desenho são equivalentes a Arte/Artes Visuais; Educação Artística/Artes Cênicas é equivalente a Arte/Dança e a Arte/Teatro; Educação Artística/Música é equivalente a Arte/Música. Assim, com a observância das especificidades apresentadas, a judicialização dos concursos públicos poderá diminuir.

Para os casos específicos e emergenciais em Regiões sem disponibilidade de profissional habilitado, sugerimos a criação de políticas de formação na modalidade EAD ou programas especiais de licenciaturas para a formação inicial desse professor na linguagem de sua escolha, qualificando-o para a docência.

A necessária e desejada interação entre saberes preconizada pela BNCC não nos autoriza ao vilipêndio da legislação pertinente, arduamente construída pelo próprio CNE e pelas IES, em estreita e profícua colaboração com as entidades representativas dos profissionais da educação.

A FAEB sugere e solicita que os Conselhos Estaduais e Municipais de Educação agreguem em seus estatutos a representação das áreas das artes, de modo a estabelecer diálogos efetivos com os sujeitos que, em última instância, viabilizam a educação nacional.

Por fim e para que a BNCC (nas etapas da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio) seja implementada adequadamente do ponto de vista legal, ético e epistemológico, reivindicamos:
– A abertura de mais concursos para o componente curricular Arte, nas capitais e nos municípios do interior dos estados.
– Especial atenção para a atuação de arte-educadores em contextos de educação indígena, quilombola e do campo.
– Garantia da presença de professores com a devida formação nas licenciaturas do campo da Arte – Licenciatura em Artes Visuais, Licenciatura em Dança, Licenciatura em Música e Licenciatura em Teatro – em projetos interdisciplinares e em projetos integrados, nos quais os conhecimentos do campo das artes sejam demandados.

A FAEB, ativando redes profissionais e institucionais, busca contribuir para a formação e qualificação dos professores e do ensino/aprendizagem das diferentes linguagens artísticas que constituem o componente Arte, de modo que esse possa exercer seu papel emancipatório na educação básica. E, especialmente, espera manter o diálogo com este egrégio Conselho, com as Secretarias de Educação, com os Conselhos Estaduais e com as demais instâncias que buscam qualificar a educação brasileira na construção de proposições para a implementação da BNCC.

 

Atenciosamente,

 

Profa. Dra. Leda Maria de Barros Guimarães
Presidente da Federação dos Arte-Educadores do Brasil/FAEB

 

Diretoria FAEB – 2017/2018
Vice-Presidente – Profa. Dra. Ana Paula Abrahamian – UFRPE/PE
Diretora Financeira – Profa. Dra. Luzirene do Rego Leite – SEEDF/FADM/DF
Diretora de Articulação Política – Profa. Dra. Fabiana Souto Lima Vidal – CAp/UFPE/PE
Diretora de Relações Institucionais – Profa. Ma. Verônica Devens – SEME/PMV/ES
Diretor de Relações Internacionais – Prof. Me. Sidiney Peterson F. de Lima – UNESP/SP

 

FAEB/Federação de Arte-educadores do Brasil www.faeb.com.br

AMAE – MANIFESTO PELA ARTE SEM CENSURA (12/10/2017)

“É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;” (Art. 5, inc. IX da Constituição Federal)

Nos últimos dias, nós, arte/educadores(as), temos sido bombardeados por manifestações nas redes sociais decorrentes de ataques a artistas e suas obras quando estes propõem avanços em suas experimentações estéticas. Os referidos ataques vêm da postura de setores da sociedade de pensamentos moralistas, pouco afeitos a mudanças de paradigmas e ao debate fundamentado, por onde se expandem movimentos de caráter conservador.

As agressões pelas quais passam esses artistas nada tem a ver com a ciência teórica Crítica de Arte. São interpretações grosseiras e violentas, tendo como objetivo de criminalizar artistas e que se expandem rapidamente para outras esferas como a dos arte/educadores, sem nenhuma análise mais criteriosa e contextualizada dos fatos.

Diversas opiniões sobre trabalhos artísticos têm sido expostas por um público que sequer os apreciou ou fez um esforço para entender seus contextos. Inúmeros ataques têm sido realizados contra algo que não se conseguiu entender, e o pensamento contrário a tais atitudes é rechaçado com agressividade. A negação ao debate é, por si só, deplorável. A repetição de discursos inflamados por quem conhece tanto de arte quanto de física quântica poderia ser cômica, mas não é. É trágica.  Então, como arte/educadores(as) temos o dever de nos posicionar em relação a tais fatos.

A arte, essa linguagem transgressora e tantas vezes marginalizada, já trilhou esse mesmo caminho outras tantas vezes e, buscado um pouco de sua história teremos inúmeros exemplos que ilustram os pensamentos retrógrados relacionados à Arte. Iniciamos assim, lembrando de Michelangelo Buonarroti, autor de parcela substancial do que há de mais representativo do período áureo da  Renascença, no século XV – XVI, e que mesmo respeitado por sua genialidade, foi convidado por representantes da Igreja a “vestir suas obras”, “cobrir as vergonhas”.

No fim do século XIX, “Os Impressionistas” foram tratados com escárnio quando ousaram discordar da então Academia, antecedendo ao que denominou-se de Vanguarda Europeia, que, como sugere o nome (extraído de jargão militar) eram aqueles que estavam à frente da batalha, apresentando ao mundo as amplas possibilidades que a arte oportuniza.  No Brasil, ao falar em modernismo, como não lembrar de Anita Malfatti – que foi rechaçada no texto “Paranoia e Mistificação” escrito pelo notório representante da literatura brasileira, Monteiro Lobato – que afirmou que a produção dessa artista era fruto de uma mente doentia, em pleno século XX?

“Homens em tempos sombrios”, de Hannah Arendt, nos faz refletir que, na verdade, os tempos sombrios continuam vigentes na contemporaneidade, em que se presencia com incredulidade, homens e mulheres tropeçando, “com propriedade” em palavras carregadas de ódio e “certezas” quando a máxima do nosso tempo são as incertezas, como sinaliza Morin.

A arte, segundo afirma nosso poeta Ferreira Gullar, só existe “porque a vida só não basta”, é reflexo da humanidade, de seus sonhos, angústias, desejos… não pode ser algemada por visões ditatoriais de juízos de valor de pessoas que pretendem ser defensoras da chamada “família brasileira” no que há de mais retrógrado em pleno século XXI.

Educadores, artistas, estudantes de Arte e todos que comungam dos ideais humanistas, que respeitam a liberdade de expressão garantida por lei, precisam unir forças nesse momento tão nefasto para a nossa sociedade, em que a emergência dos fatos, impulsiona a necessidade de se posicionar politicamente enquanto categoria.

Diante desse cenário sombrio, a AMAE – Associação Maranhense de Arte/Educadores(as), vem a público manifestar o seu repúdio a essa tentativa de alguns grupos, de cercear a liberdade de expressão, em especial no que tange às produções artísticas no Brasil.

Somos a favor do debate democrático, quando este não visa a criminalização e linchamento da arte – que sempre representou a liberdade de pensamento da humanidade. Logo, somos terminantemente contrários a qualquer forma de censura, que venha tentar cercear da arte a liberdade de expressão de ideias, da diversidade, do multiculturalismo, do conhecimento oriundo de uma sociedade plural e que venha a ameaçar a democracia e o estado laico de direito.

Convidamos os Arte/Educadores(as) a unirem-se em prol desses ideais aqui assinalados, buscando defender, enquanto profissionais do ensino de Arte, esses valores, por uma sociedade mais igualitária e humana – A AMAE acredita nos direitos humanos e a Arte sem Censura sempre será nossa bandeira.

AMAE – Associação Maranhense de Arte/educadores

 

Carta aberta em solidariedade à arte- educadora e cineasta Ione Coelho

 

 

A AMAE- Associação Maranhense de Arte-educadores, vem a público solidarizar-se com a arte-educadora Ione Coelho, afastada da gestão da Escola de Cinema do Maranhão sem uma justificativa plausível.

Ione Coelho é licenciada em Educação Artística pela UFMA,  conhecida e respeitada no meio audiovisual, tendo participado de algumas das mais marcantes produções audiovisuais maranhenses, tais como Litania da Velha, Tyruti, Rosas, entre outros tanto como atriz, como diretora e produtora;  além de participação em  diversos festivais de cinema e animação maranhenses. Não bastasse tudo isso, é servidora pública estadual a cerca de 17 anos, com reconhecida atuação na educação maranhense, onde durante muitos anos esteve à frente do Núcleo de Arte e Educação da Secretaria de Educação do Estado, implementando o primeiro programa de formação de plateia voltado às escolas públicas do Maranhão, sendo assim responsável pelo primeiro contato de inúmeros alunos das redes públicas com a arte, em geral, e com o cinema e o teatro em particular.  Apesar de seu vasto currículo, a referida arte-educadora passou recentemente pelo constrangimento de, após  ter sido convidada a assumir a gestão da Escola de Cinema, uma das unidades vocacionais do IEMA, sendo devidamente apresentada  aos discentes e docentes da referida escola (conforme matéria veiculada no site do IEMA),  foi sem nenhuma justificativa afastada do cargo, para o qual, segundo informações não oficiais, foi indicada outra educadora, a qual não tem relação profissional com o setor audiovisual nem com a arte-educação, o que nos leva a questionar tais atos.

 A AMAE aproveita ainda esse momento para tornar público aos seus associados que há algum tempo vem buscando identificar espaços de atuação de Arte-educadores (as) e monitorar eventuais desvios em casos de concursos, seletivos ou outras formas de contratação que, eventualmente, venham a excluir profissionais de nossa área. Sendo assim, a Escola de Cinema   encontra-se  entre nossas metas de averiguações. Vale ressaltar que dentre os três cursos subordinados ao Departamento de Arte da UFMA, Artes Visuais, Música e Teatro, o Curso de Artes Visuais inclui no conjunto de suas disciplinas as de Fotografia, Mídias Digitais, Laboratório de Produção Audiovisual e Cinema e Vídeo, esta, com abordagem histórica do cinema, incluindo cinema brasileiro e maranhense. Do curso de Teatro destacamos as disciplinas Figurino, Caracterização, Visagismo, Interpretação e Direção.  No curso de Música destacamos como mais pertinentes à atividade audiovisual as disciplinas Laboratório de criação musical I e II.  Um dado que merece destaque é que Curso de Educação Artística, extinto em 2014, cedendo lugar para as três expressões atuais, Música, Teatro e Artes Visuais, formou, dentre tantas pessoas ligadas ao cinema local, a arte- educadora e cineasta Ione Coelho; Stela Aranha, curadora do Guarnicê de Cinema;  o cineasta Dênis Carlos; Paula Barros, curadora de cinema SESC; o cineasta Murilo Santos e o compositor de trilhas sonoras para cinema Joaquim Santos. Ressalte-se que diversos vídeos elaborados a partir de exercícios pedagógicos em disciplinas dos cursos do DEART participaram do Festival Guarnicê, sendo inclusive premiados.  Outra grande contribuição que apontamos são as monografias e livros sobre o cinema maranhense produzidos por alunos do curso. É inegável a necessidade de educadores com qualificação e conhecimento  nas linguagens artísticas em um espaço voltado à formação de futuros profissionais do cinema.

Entendemos que na administração pública não deve haver espaço para  nomeações  de caráter subjetivo, ainda mais levando-se em conta que o programa de governo do atual governador prevê, no eixo GESTÃO PÚBLICA, DESCENTRALIZAÇÃO, TRANSPARÊNCIA E PARTICIPAÇÃO, em seus itens 7 e 8, respectivamente: Transparência nos contratos, convênios e demais transações públicas; Qualificação e valorização dos servidores públicos; Assim, solicitamos ao Secretário de Ciência e Tecnologia, senhor Davi Telles, e ao reitor do IEMA, Jhonatan Almada que sejam tomadas as devidas providências a fim de que o fisiologismo não se instale nessa e em outras instâncias desta secretaria, que a democracia seja de fato respeitada, consultando-se os setores diretamente envolvidos, atendendo-se aos reais interesses da sociedade, não de uma pequena parcela desta. À arte- educadora e cineasta Ione Coelho, nossa solidariedade e respeito.

 

 

 

Nota de solidariedade

Rejane Galeno em intervenção artística durante o evento. Imagem: Vias de Fato.
Rejane Galeno em intervenção artística durante o evento. Imagem: Vias de Fato.

A AMAE- Associação Maranhense de Arte-educadores, vem a público se solidarizar com a arte- educadora, atriz e militante social Rejane Galeno, que sofreu assédio moral e constrangimento  por parte de policiais militares durante o Seminário ” Os desafios da comunicação nas administrações públicas” realizado com apoio do Estado do Maranhão. Manifestamos aqui nosso repúdio a toda forma de abuso de poder, machismo, cerceamento da liberdade de expressão e da democracia. Esperamos que a conduta dos policiais envolvidos seja apurada e os fatos esclarecidos, e que se evitem novas situações de abuso policial. Segue abaixo relato da arte-educadora postado em suas redes sociais:

Na última sexta-feira, dia 25/08, me senti desrespeitada. Fui coagida e constrangida pela forma como agentes da Polícia Militar do Estado do Maranhão barraram a minha entrada em um evento sobre “os desafios da comunicação” promovido pelo Barão de Itararé (com apoio do Governo do Maranhão) no Convento das Mercês. Fui lá participar de uma esquete teatral ligada ao Vias de Fato. Eu já tinha entrado no auditório e cumprido a tarefa a que nos propomos, associada a crítica, denúncia, insubmissão e estimulo ao bom debate. Até então, tudo tranquilo. Sai para ir ao banheiro e, quando voltei, fui barrada.

Como já disse, inicialmente, dentro do auditório, apesar da presença de uma segurança ostensiva junto a mim e meus dois companheiros, ninguém nos impediu de dar o nosso recado. Logo após nossa ação, sentamos para assistir as falas. Erámos dois atores e um fotógrafo.

Deixei o auditório para ir ao banheiro, quando iniciou a segunda fala da noite, do ex-prefeito de Macapá. Quando estava voltando, ainda no pátio do Convento, um Policial Militar, que estava fazendo a segurança do evento, me abordou de forma autoritária, me informando que eu não podia mais subir, para entrar novamente no auditório. Eu estava sozinha, sem celular para me comunicar. Perguntei o motivo. Queria saber por que estava sendo barrada daquela maneira. Ele respondeu que estava “cumprindo ordens”. Eu perguntei: de quem? Ele repetiu que estava “cumprindo ordens” e que eu “não poderia mais entrar”. Foi rude! Eu insisti, querendo saber o motivo. Não desrespeitei ninguém. Não agredi ninguém. Não cometi nenhum ato ilícito. Não fiz nada para que tomassem aquela atitude. Seriam, então, as críticas contidas no nosso jornal? Foi minha ação teatral somada a este jornal?

Fiquei com medo, pois estava sozinha naquele ambiente e sabia que ali estavam outros seguranças, policiais militares. O clima tornou-se tenso e inseguro. Assustada, me aproximei da escada que dava acesso ao evento para que pudesse ser vista por alguém que saísse do auditório e visse a temeridade que estava ocorrendo ali, onde eu me encontrava acuada.

Passado um tempo, consegui um celular emprestado por um jovem que estava de passagem e liguei para meus companheiros. Logo apareceram outros policiais. Insisti com os que haviam me abordado para que chamassem os meus companheiros. Tentativa frustrada. Foram estúpidos comigo. Eu disse que ia respeitar a ordem. Não tinha outra alternativa. Apesar de não concordar, jamais avançaria daquele local. Tive medo de ser presa. 
Algumas pessoas saíram do auditório e viram a situação constrangedora na qual eu me encontrava. Um constrangimento que, aos poucos, atingia o próprio evento. Entre os que me foram solidários, estavam alguns funcionários do Estado.

Essas pessoas começaram a fazer intervenções junto aos policiais para que eu pudesse subir e entrar no auditório, novamente. Quem também tentou foi uma moça de nome Daniele, coordenadora do Barão de Itararé. Ela se dirigiu aos policiais dizendo que autorizava a minha entrada, pois era um evento promovido por ela. Explicou que “não se tratava de um evento do governo” e que ela fazia parte da coordenação do evento. E, mais uma vez, tive a demonstração de racismo e machismo institucionalizado, além do total autoritarismo. Os policiais desconsideraram inteiramente os argumentos de Daniele, insistindo que estavam recebendo ordens. Ela se mostrou visivelmente incomodada.

Enfim, quem deu a ordem? Fico pensando o que eles queriam me colocando naquela situação. Me constranger, me humilhar, me provocar para que eu fizesse escândalo, fosse presa, perdesse minha razão. Me pareceu isso. E volto com a pergunta: quem deu a ordem?

Passado mais algum tempo desse constrangimento, isto é, desse abuso do aparato estatal e do assédio moral do qual fui vítima, o assunto chegou a mais gente no auditório, inclusive, a partir da ação dos meus dois companheiros que estavam lá. Começou a rolar um certo burburinho. Um incômodo crescente.

Em seguida, o secretário de comunicação do Estado (Marcio Jerry) e a primeira dama (Daniela Lima) foram até o local onde eu estava barrada. Ele chegou primeiro e ela veio, logo em seguida, acompanhada de um oficial. Disse a eles que estava sendo barrada e constrangida pelo governo. Os dois disseram que aquela situação “não foi criada por uma ordem dada pelo governo” e que “ocorreu algum mal-entendido”. O oficial reforçou, falando de mal-entendido. Em seguida, eles me pediram desculpas pelo ocorrido. Solicitei, tanto ao Barão de Itararé, quanto aos representantes do governo, que se manifestassem publicamente esclarecendo o caso. Me pediram, então, para que eu retornasse ao auditório.

Não fui. Para mim, pessoalmente, já não tinha mais clima. Não dava para agir como se nada tivesse acontecido. Fiquei bastante chateada. Além disso, achei que, naquele momento, precisava seguir com uma tarefa política. Fui, então, para a entrada do auditório e optei por informar o caso para algumas pessoas, inclusive jornalistas de outros estados. Recebi vários gestos de solidariedade e aproveito a oportunidade para agradecê-los. No final do evento, fui até o governador e lhe cobrei publicamente pela ação da Polícia Militar. Constrangido, ele me disse que não sabia. Tinha que tratar do assunto diretamente com ele. Lembro que passei a vida toda ouvindo, desde a minha casa, que a polícia de João Castelo tinha “batido em estudantes”. E agora, é a polícia de quem? Quem agiu para me constranger?

Não se trata de uma questão minha, pessoal. Num evento onde se propaga um debate sobre “desafio da comunicação”, uma militante social, após fazer uma intervenção artística, ligada a um jornal alternativo (coletivo de mídia livre!), é constrangida, vítima da covardia de um aparato de segurança pública. Ao passar por essa situação, lembrei de uma conversa recente que tive, em sala de aula, com os alunos, onde falávamos da ação da polícia na periferia de São Luís. Ao perguntar quantos já tinham sido abordados, os mesmos alunos me perguntaram: “este mês ou esta semana?”

Lembrei também do espetáculo teatral que assisti semana passada chamado “Atenas: mutucas, boi e body” que trata, entre outras coisas, do histórico desrespeito aos Direitos Humanos em nossa cidade. Lembrei dos moradores da periferia onde nasci, que são constrangidos pela polícia em ônibus, ruas, praças, becos e calçadas. A pé ou em suas bicicletas e motos. São fatos comuns no meio urbano e rural. Que atingem negros, pobres, indígenas, travestis, quilombolas, mulheres, adolescentes. A luz do dia ou na calada da noite. São situações que, em São Luís, não atingem os moradores da Península, Calhau ou Renascença. E não se trata aqui de nenhum tipo de ressentimento de classe. Estou apenas mostrando um fato. Expondo uma realidade.

Após o episódio de ontem, aumentei minha convicção de que precisamos ainda lutar muito por mudanças e que é fundamental não nos calarmos diante de qualquer tipo de opressão. Como nos ensina meu amigo Cesar Teixeira, “com as bandeiras nas ruas, ninguém pode nos calar…”.

Enfim, quando me dirigia ao Convento, para vender meu peixe no evento, eu sai brincando, cantarolando Cazuza: “Não me convidaram, pra essa festa pobre, que os homens armaram, pra me convencer…” Deixei o local lembrando dos Titãs: “Polícia, para quem precisa de polícia!”. Precisamos mudar as ordens ou mudar as pessoas que dão as ordens. Deixo aqui meu registro e testemunho. Avante!”

Nota de Pesar – Ericarla Mendes

É com muito pesar que toda a comunidade docente do Ensino de Arte do Maranhão, aqui representada pela Associação Maranhense de Arte Educadores – AMAE, vem se solidarizar com a família, amigos e alunos da professora Ericarla Moura Mendes, 38 anos, graduada em Licenciatura em Educação Artística – habilitação em Artes Plásticas, pela Universidade Federal do Maranhão, que inesperadamente  nos deixou num dia reservado aos professores – 15 de outubro.  

Gostaríamos, na condição de entidade representativa de nossa classe,  expressar aqui o nosso respeito a essa profissional da educação em Arte, e os nossos sentimentos sinceros nesse momento de dor por essa tão precoce perda.

Professora Ericarla com livros de Arte
Fotos recentes da nossa amiga profa. Ericarla Mendes

Que possamos lembrar dos momentos alegres da nossa colega professora de Arte.

Nascida em: 17 /07/1980

Partiu para o infinito: 15/10/2018

 

Associação Maranhense de Arte Educadores – AMAE

AMAE INFORMA!

Bom dia a tod@s!
Infelizmente, devido ao feriado, prolongado, não recebemos confirmação do local (Centro de Criatividade ODILO COSTA FILHO) em tempo hábil para uma boa divulgação da nossa assembleia para posse da nova diretoria e aclamação do novo CONSELHO FISCAL da AMAE.

Em comum acordo com a Comissão Eleitoral, estamos buscando garantir o local para posterior divulgação nas redes sociais.

Contamos com a compreensão de tod@s.

Atenciosamente,

Edilson Brito.

#AMAEsempre

Mostra “E o vento levou?”

A Mostra E o Vento levou? , com início no dia 19 de junho de 2018, é uma realização artística comemorativa por conta do término das atividades acadêmicas da 2ª turma do Mestrado Profissional em Artes – Prof-Artes/UFMA ano 2016-2018.
As propostas artísticas tratam-se de fotografias e instalações que partiram de universos destes professores-pesquisadores que, em suas andanças pelas trilhas do Ensino de Arte, encontraram questionamentos que os fizeram escavadores de sentidos – arqueólogos que emergem do subsolo com achados em imagens e proposições a partir de experiências estéticas vividas nas dissertações empreendidas e nas oriundas reverberações artísticas que agora motivam visibilidade coletiva.
Assim, tal mostra, é um convite ao olhar sobre a pesquisa da perspectiva de sua narrativa sensório visual e ao mesmo tempo iniciar um processo de intervenção artística num espaço praticamente esquecido – a rampa de acessibilidade do CCH . Que essa iniciativa estimule outros trabalhos artísticos nesse ambiente vindo a se tornar um lugar mais agradável, útil e bem cuidado.